Trabalho da Embrapa realizado na Fazenda Gravataí em Rondonópolis, MT mostra resultados positivos na produtividade da soja. O estudo foi realizado ao ser plantada com feijão caupi junto com as braquiarias na safrinha que antecedeu a cultura da soja.

Trabalho da Embrapa realizado na Fazenda Gravataí em Rondonópolis, MT mostra resultados positivos na produtividade da soja.

O estudo foi realizado ao ser plantada com feijão caupi junto com as braquiarias na safrinha que antecedeu a cultura da soja.

A atividade microbiana aumentou muito quando foi introduzido o feijão caupi. Para o mundo da agricultura e pecuária, é necessário melhor compreensão sobre esse sistema de integração e suas vantagens.

Além do mais, o estudo mostrou que há possibilidades em se usar outras leguminosas consorciadas com as gramíneas, como feijao guandu, cristaleira, etc.

Sistema Gravataí

O Sistema Gravataí é uma das tecnologias disponíveis para integração lavoura-pecuária (ILP), especificamente na modalidade “boi-safrinha”, tendo a forrageira e a pecuária como principais atividades na segunda safra. Consiste no consórcio do feijão-caupi (Vigna unguiculata) com gramíneas do gênero Brachiaria, como B. ruziziensis e B. brizantha cvs. BRS Paiaguás e BRS Piatã.

Tem como característica o grande acúmulo de forragem de alta qualidade (valor nutritivo) no período seco do ano. Além disso, contribui para a melhoria do perfil do solo em áreas de lavoura com solos de textura média e/ou argilosa na sucessão com a soja.

Histórico

A ideia de consorciar feijão-caupi com braquiária surgiu na safrinha de 2011, dentro da Unidade de Referência Tecnológica (URT) de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) implantada na Fazenda Dona Isabina, em Santa Carmem, Mato Grosso.

Foi testada inicialmente como uma solução para incrementar o aporte de nitrogênio no sistema, produzir forragem em quantidade suficiente para os bovinos, garantir rápido arranque inicial e uma rebrotação rápida formando palhada para a semeadura direta de arroz de terras altas. Além disso, a leguminosa deveria ter boa disponibilidade de sementes, a um custo acessível e que fosse adaptada a solos de textura média a argilosa.

Após esta experiência exitosa, a tecnologia passou a ser estudada e validada na Fazenda Gravataí, outra URT de ILPF, em Itiquira, Mato Grosso, por meio da parceria entre Embrapa, UFMT Campus Rondonópolis, Rede ILPF e Gravataí Agro.

Resultados

Confira o desempenho do Sistema Gravataí com uso das braquiárias BRS Piatã, BRS Paiaguás e B. ruziziensis e do feijão-caupi BRS Tumucumaque na Fazenda Gravataí:

Tabela 1. Teor de proteína bruta (%) e massa seca (kg MS ha-1) de forragem médio nas entressafras de 2016 e de 2017.

Tabela 2. Desempenho animal na entressafra e produtividade de soja cultivada em sucessão às pastagens solteiras das braquiárias e ao Sistema Gravataí.

Tabela 3. Carbono Orgânico Total (C), Nitrogênio Total (NT), Carbono (C-BM) e Nitrogênio (N-BM) da biomassa microbiana do solo, na camada de 0-10 cm, em pastagens solteiras de braquiárias e no Sistema Gravataí, no ano de 2017.

Implantação e condução

A implantação do Sistema Gravataí, após a colheita da lavoura, pode
ser feita, basicamente, de três formas:

Implantação do consórcio simultâneo, utilizando uma semeadora que contenha a terceira caixa de forrageira ou a mistura das sementes de braquiárias com o adubo;

Implantação do consórcio com duas operações (consecutivas) de semeaduras diretas em linha. Na primeira etapa semeia-se o feijão-caupi e na segunda semeia-se a braquiária;

Implantação do consórcio com duas operações, primeiro com a semeadura a lanço da braquiária e, logo em seguida, a semeadura na linha do feijão-caupi. O revolvimento do solo decorrente da semeadura do caupi é suficiente para encobrir as sementes da braquiária e viabilizar a germinação, desde que não falte chuvas neste período.

Em todas as situações, o feijão-caupi deve ser semeado em linhas, espaçadas de 0,45 a 0,50m entre si, numa taxa de semeadura de 6 sementes por metro linear, visando uma população final em torno de 100 mil plantas por hectare.

Já para as braquiárias, quando semeadas em linhas, preferencialmente espaçadas de 0,25m. A taxa de semeadura deverá ser entre 350 a 550 PVC/ha (3,5 a 5,5 kg/ha de sementes puras e viáveis). Quando semeadas à lanço, por sua vez, entre 600 a 800 PVC/ha (6 a 8 kg/ha de sementes puras e viáveis).

Para as condições de Cerrado, em anos normais de distribuição pluviométrica, espera-se que o consórcio esteja em condições de pastejo entre 45 a 50 dias após sua implantação. O monitoramento e o controle de pragas, sobretudo da vaquinha (Diabrotica speciosa) e dos pulgões (Aphis sp.), devem ser feitos nas três primeiras semanas após a emergência do consórcio.

Objetivos da tecnologia

Viabilizar, agro e economicamente, um consórcio sustentável entre gramínea e leguminosa para formação de pastagens de safrinha (ILP) ou para plantas de cobertura e adubação verde nos sistemas de plantio direto (SPD) em solos de textura média e/ou
argilosa do Cerrado brasileiro;

Produzir forragem em grande quantidade (acima de 4 toneladas de matéria seca por hectare) com elevado teor de proteína bruta (> 15%) no período da seca para as condições do Cerrado;

Contribuir para a construção do perfil do solo por meio da melhoria dos seus atributos físicos, químicos e microbiológicos;

Viabilizar um cultivo precedente e responsivo para as culturas da soja e do arroz de terras altas no sistema de plantio direto.

Indicação

O Sistema Gravataí é indicado para áreas de Cerrado, com solos de textura média e/ou argilosa. Deve ser usado após a colheita da lavoura na safra, como um precedente para a safra seguinte.

 

Conheça o capim Brachiaria

Um dos mais populares capins do Brasil, a forrageira Brachiaria é cultivada em aproximadamente 70 milhões de hectares no país. Apresentando tolerância média à seca e ao frio, o capim Brachiaria floresce bem em solos sem umidade, é resistente à cigarrinha, possui bom valor forrageiro e elevada produção de massa verde.

É uma espécie da família do capim Poaceae, que pode ser topado em várias categorias: brizantha, decumbens, humidícola, llanero, piatã, ruziziensis, xaráes/MG 5, entre outras, cada qual com características próprias. O Capim Brachiaria possui boa abrangência de solos, alta capacidade de competição com invasoras e estabelecimento acelerado.

Brachiarias comercializadas pela Mineirão

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