plantio direto e o manejo do solo

O método de plantio direto consiste no manejo do solo conservacionista que pressupõe o não revolvimento do solo, a manutenção da superfície coberta com palha e a rotação de culturas.

Segundo a Embrapa, 32 milhões de HA adotam o plantio direto no Brasil. No entanto, somente cerca de 2,7 milhões de HA seguem este tipo de cultivo agrícola da maneira correta.

O método de plantio direto consiste no manejo do solo conservacionista que pressupõe o não revolvimento do solo, a manutenção da superfície coberta com palha e a rotação de culturas.

Segundo a Embrapa, 32 milhões de HA adotam o plantio direto no Brasil. No entanto, somente cerca de 2,7 milhões de HA seguem este tipo de cultivo agrícola da maneira correta.

O gerente de Marketing na Precision Planting, Giancarlo Rocco, conta que o sistema de plantio direto chegou ao Brasil por volta dos anos 80. O objetivo da técnica era controlar a erosão provocada pelas chuvas torrenciais típicas do clima tropical, diminuir a compactação do solo provocada pela utilização de maquinários, otimizar a qualidade química do solo e reduzir os impactos ambientais, além dos custos de produção.

“Para a agricultura brasileira o plantio direto foi um marco! Em síntese, foi bem recebido pelos produtores”, afirmou Giancarlo. “No entanto o sistema ainda não é feito com boas práticas e a qualidade adequada na maior parte das propriedades. De certo modo, isso ocorre principalmente pelas janelas de cultivo cada vez mais curtas, que trazem impactos pela falta de alguns cuidados como a regulagem correta de plantadoras e colheitadeiras”, explica ele.

Ao contrário da forma convencional, no plantio direto não existe método de preparo com aração e gradagem. No lugar, as palhas e os restos vegetais da colheita anterior são mantidos espalhados pela superfície onde será realizado o plantio seguinte. É desse modo que o solo ficará protegido contra a erosão provocada pelo impacto das chuvas.

Recorrências maléficas em relação a erosão foram as razões que trouxeram o sistema de plantio direto a família Vendruscolo, de Quilombo (SC), em 1996. “A região tinha muitos problemas com o solo danificado, muitas das vezes impossibilitando o trabalho com maquinários. E graças ao plantio direto, houve agilidade para realização de operações e maior preservação do solo, possibilitando a delonga da nossa família na atividade agrícola”, afirma Anderson Vendruscolo, produtor rural.

Na etapa inicial, era mínimo o cultivo na propriedade. Hoje é completamente feito com plantio direto. “Para obter um resultado satisfatório levamos cerca de três safras. Com isso, nos adaptarmos e o solo obteve grandes melhorias. Para a agricultura atingir grandes resultados, há uma mistura de fatores, mas a qualidade do solo é a o fator chave para se conquistar todo o resto”, diz Anderson.

Outra técnica do plantio direto é a rotação de culturas.

“Cultivar somente milho e soja, ano após ano, por exemplo, é algo que torna o solo pobre devido à extração seletiva de cada espécie. Revezar culturas para manejar a química e a física do solo é o recomendado. Para aqueles que buscam pela descompactação, uma opção é introduzir plantas na rotação como braquiária, por ser uma gramínea de raiz profunda. Ela desagrega a compactação do solo, além disso, melhora suas características físicas”, explica o especialista Giancarlo.

Na lavoura da família Vendruscolo é quase regra a prática da rotação de culturas entre soja, milho, feijão e trigo.

“Se houve agora plantação de trigo e soja, o solo receberá milho na próxima safra. Além do mais, a soja também é intercalada com aveia, que é plantada junto com o nabo forrageiro. Já no manejo de pré-cobertura de inverno, é cultivado capim-sudão ou milheto, responsáveis por proteger o solo antes da cobertura de inverno”, explica Anderson.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é a regulagem periódica de equipamentos.

“Fazemos a regulagem do picador da colheitadeira MF 6690 para melhor distribuição da palha sobre o solo”, diz Anderson.

Dessa forma, os materiais vegetais caem de forma uniforme, impedindo que faixas de terra fiquem sem palha”.

Para medir a qualidade do plantio direto por meio de indicadores quantitativos deve-se observar determinados fatores, como a palha na cobertura do solo, a rotação de culturas, a eficiência de corte da palha, a dosagem do fertilizante e da semente, entre outros. Os critérios subjetivos envolvem a observação da presença de quebras, desperdícios fora outros.

Sendo assim, seguindo os procedimentos do plantio direto de maneira correta, é possível diminuir os custos de produção, monitorar a erosão e moderar a temperatura do solo. Fora isso, elevar sua qualidade, otimizar a produtividade e, sobretudo, colaborar para uma agricultura mais sustentável.

Fonte> Revista Cultivar

Conheça o capim Brachiaria

Um dos mais populares capins do Brasil, a forrageira Brachiaria é cultivada em aproximadamente 70 milhões de hectares no país. Apresentando tolerância média à seca e ao frio, o capim Brachiaria floresce bem em solos sem umidade, é resistente à cigarrinha, possui bom valor forrageiro e elevada produção de massa verde.

É uma espécie da família do capim Poaceae, que pode ser topado em várias categorias: brizantha, decumbens, humidícola, llanero, piatã, ruziziensis, xaráes/MG 5, entre outras, cada qual com características próprias. O Capim Brachiaria possui boa abrangência de solos, alta capacidade de competição com invasoras e estabelecimento acelerado.

Brachiarias comercializadas pela Mineirão

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