Brachiaria Marandu

A Brachiaria brizantha cv. Marandu tem como principais características resistência às cigarrinhas-das-pastagens, alta produção de forragem, persistência, boa capacidade de rebrota, tolerância ao frio, à seca e ao fogo. Exige solos bem drenados, de média a alta fertilidade onde produz de 8 a 20 toneladas de matéria seca por hectare, por ano.

Sua principal vantagem é ser resistente às cigarrinhas- das-pastagens, ter elevada produção e apresentar boa cobertura do solo, boa capacidade de competição com invasoras e boa resposta à adubação.

Diferenciais da Semente

O Brachiaria brizantha cv. Marandu (brizantão, braquiarão, capim Marandu) tem a sua origem na África Tropical, onde foi liberado comercialmente no Brasil pela EMBRAPA em 1984.

Seu cultivo iniciou-se com o germoplasma introduzido na região de Ibirarema, São Paulo, proveniente da Estação Experimental de Pastagem de Zimbabwe, em Marondera, África.

As suas principais características são a alta produção de forragem, persistência, boa capacidade de rebrota, resistência às cigarrinhas-das-pastagens e tolerância ao frio, à seca e ao fogo. Exige solos bem drenados de média a alta fertilidade, onde produz de 8 a 20 toneladas de matéria seca por hectare, por ano. É indicada para bovinos de cria, recria e engorda. Aceita pastejo rotacionado, produção de feno e silagem.

Em geral, as fazendas de pecuária caracterizam-se pela baixa produtividade do rebanho e pelas práticas incorretas de estabelecimento/manejo de pastagens. Assim, fez-se necessário o desenvolvimento de uma cultivar de Brachiaria que fosse resistente às principais pragas que atacam essa cultura, além de ter tolerância ao frio, à seca e ao fogo.

O Brasil é o maior produtor, consumidor e exportador de sementes de plantas forrageiras, contando com cerca de 115 milhões de hectares de pastagens cultivadas, das quais aproximadamente 51,4 milhões de hectares encontram-se estabelecidas com B. brizantha cv. Marandu mais conhecida como (braquiarão ou brizantão). A grandeza do número retrata a hegemonia desta cultivar na pecuária brasileira. A tecnologia proporciona maior lotação, ganho de peso, produção de leite e menor risco de quebra de produção devido ao ataque de cigarrinha-das-pastagens. Nota-se uma tendência de parte das pastagens degradadas cultivadas há anos com a cultivar Marandu ser recuperada com a mesma gramínea aumentando expressivamente sua capacidade produtiva.

Utiliza-se para pastejo direto pelos animais, silagem ou fenação, sendo indicada para cria e engorda de bovinos. (Obs: Importante ressaltar que não é recomendada para equinos, ovinos e caprinos). O uso do Marandu é recomendado em pastagens rotacionadas ou em piquetes pequenos.

Em caso de novo pastejo, a área pode ser pastejada cerca de 90 dias depois da germinação das sementes, dependendo sempre das condições climáticas. No pastejo rotacionado os piquetes devem ficar entre 30 a 40 dias em descanso durante os períodos chuvoso e quente do ano, com 1 a 5 dias de utilização. Na seca e no frio, o tempo de descanso da área é bem maior.

Em caso de pastejo contínuo, a altura mínima para pastejo é cerca de 20 cm a 25 cm; nessa altura, a quantidade de talos é maior do que a quantidade de folhas. O capim Marandu também apresenta alta resistência à cigarrinhas-das-pastagens, além de uma elevada produção de matéria seca, sendo ótima para cobertura do solo. Além disso, apresenta boa capacidade de competição com plantas invasoras e uma boa resposta à adubação.

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Informações Técnicas

Hábito de crescimento Intermediária
Estolonífera Não
Exigência em fertilidade Média
Saturação de bases esperada 40% (mínimo)
Responsividade á adubação Alta
Tolerância à acidez do solo Média
Tolerância à seca Média
Tolerância à frio Baixa
Tolerância ao encharcamento Muito Baixa
Precipitação (mm) >800
Altitude Até 2000
Resist. à Cigarrinha das Pastagens Alta
Taxa de semeadura (Kg SPV/HÁ) 4,0 a 6,0
Profundidade de semeadura (cm) 3 a 6
Facilidade/Rapidez cobertura/ solo Alta
Produt.MS (ton MS/há/ano) 8 a 20
Proteína bruta (%MS) 7 a 10
Digestibilidade (%MS) 50 a 65
Hospedabilidade – P.brachyuruse P.zeae (em relação ao milho ou soja) Media
Hospedabilidade – M.incógnita,M.Javanica,H.Glycinese, R Reniformis (em relação à soja) Baixa
Facilidade de consorciamento com gramíneas anuais Intermediária
Facilidade de consorciamento com leguminosas anuais Desfavorável
Tolerância ao sombreamento Média
Facilidade de dessecação Média