Brachiaria Piatã

O capim piatã apresenta boa qualidade e alta produção de folhas. Sua produção total média de forragem é de 9,5 t/ha de matéria seca ao ano, com 57% de folhas. Trinta e seis por cento dessa produção se dá durante o período seco do ano, favorecendo o desempenho animal nesse período.

Sua principal vantagem é ser resistente às cigarrinhas típicas das pastagens, sendo uma alternativa para sistemas integrados (crescimento inicial mais lento), com elevada taxa de crescimento foliar.

Diferenciais da Semente

O capim piatã foi lançado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e parceiros no ano de 2006. Se trata de uma Brachiaria brizantha, desenvolvida a partir de uma planta que faz parte da coleção de forrageiras da Embrapa, coletada pelo Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT) entre os anos de 1984 e 1985, no continente africano. O nome piatã é de origem tupi-guarani e significa “fortaleza”. Esta cultivar recebeu esse nome devido às suas características de robustez e produtividade.

É uma cultivar de capim que apresenta crescimento ereto e cespitoso, formando touceiras de porte médio com altura variando entre 0,85 m e 1,10 m. O capim piatã apresenta colmos verdes e finos (4 mm de diâmetro) e alta relação entre folha e caule, o que proporciona melhor qualidade de forragem. Tem bainhas foliares com pouca pilosidade, lâmina foliar sem pilosidade, perfilhamento aéreo, inflorescência característica apresentando muitos ramos (até 12). Dentro de condições controladas, o capim piatã apresenta resistência às cigarrinhas típicas de pastagens (Notozulia entreriana e Deois flavopicta), o que diminui a taxa de sobrevivência das ninfas. O mesmo não foi constatado, no entanto, quanto à cigarrinha-da-cana (Mahanarva fimbriolata).

O capim piatã se adapta a solos de média e boa fertilidade das zonas tropicais do Brasil, onde outras cultivares de Brachiaria brizantha, como a MG-5 e o Marandu, são mais utilizadas e não suportam solos encharcados. A cultivar foi avaliada em muitas regiões criadoras de gado no Centro-Oeste brasileiro quanto às suas qualidades, onde demonstrou resistência e produtividade parecidas com as outras Brachiarias citadas. Portanto, é uma importante alternativa para a diversificação de pastagens.

A BRS piatã é também uma boa alternativa para a integração lavoura-pecuária por apresentar fácil dessecação e crescimento inicial mais lento que os capins Xaraés e Marandu, além das características favoráveis de manejo, arquitetura de planta e acúmulo de forragem no período seco.

A cultivar consorcia-se muito bem com milho e sorgo, além de apresentar um melhor desempenho animal em relação ao Marandu e ao Xaraés, chegando a acrescer até 45 kg de peso vivo/ha/ano. Esse capim dispõe de um maior acúmulo de folhas e maior produção de forragem de melhor qualidade.

O capim piatã é indicado para o sistema de Integração Lavoura Pecuária e Floresta (ILPF) e para a produção de silagem por ser uma boa fonte de proteína bruta. Não é uma cultivar indicada para equinos, ovinos e caprino.

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Informações Técnicas

Hábito de crescimento Semi-ereto
Estolonífera Não
Exigência em fertilidade Média
Saturação de bases esperada 40% (mínimo)
Responsividade á adubação Alta
Tolerância à acidez do solo Média
Tolerância à seca Alta
Tolerância à frio Baixa
Tolerância ao encharcamento Baixa
Precipitação (mm) >800
Altitude Até 2000
Resist. à Cigarrinha das Pastagens Alta
Taxa de semeadura (Kg SPV/HÁ) 4,0 a 6,0
Profundidade de semeadura (cm) 3 a 6
Facilidade/Rapidez cobertura/ solo Alta
Produt.MS (ton MS/há/ano) 8 a 20
Proteína bruta (%MS) 7 a 10
Digestibilidade (%MS) 53 a 65
Hospedabilidade – P.brachyuruse P.zeae (em relação ao milho ou soja) Média
Media Hospedabilidade – M.incógnita,M.Javanica,H.Glycinese, R. Reniformis (em relação a soja) Baixa
Facilidade de consorciamento com gramíneas anuais Favorável
Facilidade de consorciamento com leguminosas anuais Favorável
Tolerância ao sombreamento Média
Facilidade de dessecação Média